terça-feira, 28 de agosto de 2007
infinito particular
o abandono da idéia de perfeição é a tradução da liberdade. nesse ponto exato em que morre o superhomem, as grades se diluem. o que era percebido como prisão passa a ser possibilidade. e essas possibilidades são infinitas...
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
hoje é um novo dia de um novo tempo...
Há três anos sonhei que matava minha mãe. Com uma faca afiada a apunhalava pelas costas. Acordei assustado e tive um dia cheio de tristeza. Esta noite sonhei que matava meu pai. Não houve culpa. Acordei com uma sensação nova de que a minha vida é mais minha e de que finalmente sou alguém a quem se pode chamar eu. Isso muda muitas coisas. Inclusive minha capacidade de entrega ao outro. Quanto mais "eu" sou, mais capaz sou de deixar de sê-lo. Quanto mais sei de mim, menos perigo enxergo na flexibilidade. Consciência de mim mesmo e fluidez se combinam. Esta manhã vim ao mundo. O aprendizado que se anuncia me deixa com um sorriso imenso na cara.
terça-feira, 31 de julho de 2007
infância
se me dissessem há algum tempo que as minhas relações profissionais podem espelhar a forma como, criança, me relacionava com meus pais, mandaria o orador à merda. recentemente cheguei à conclusão de que, sem dar-me conta, atribuía à relação com meu chefe tintas do relacionamento com meu pai. a partir do momento em que coloquei atenção nisso, mudou a forma como vejo o trabalho. faz pouco tive provas de que fui indecentemente enganado por meu chefe. não chorei como a criança que tem o reconhecimento negado pelo pai. foram lágrimas adultas por haver acreditado num grandesíssimo filho da puta.
quinta-feira, 26 de julho de 2007
medo
minha cura passa por ter medo. e admiti-lo. uma das idéias que me persegue é a de que a liberdade só existe quando se é destemido. contrariamente, quanto mais medo sinto, mais livre sou.
quarta-feira, 25 de julho de 2007
exegese
estou mais atento às verdades que tive um dia e que vêm à tona embora já não correspondam à realidade. o post anterior tem algumas delas.
é mentira que confio em pouquíssimas pessoas. confio em muita gente. em graus diferentes, mas são bastantes aqueles que têm a minha confiança.
é verdade que me aturde a idéia de que viver o meu desejo pode conduzir à perda do amor desses em quem confio. se essa idéia tem um lado positivo, seguramente não é o de fazer-me confiar mais.
é mentira que ache que se confio em muita gente, as perdas que advenham, e essas virão, podem ser contrabalançadas. é como pensar que amar a muitos me poupará de sofrer pela perda de um amor verdadeiro.
é verdade que quanto mais confio, mais interdependente me vejo.
e é mais verdadeiro ainda que saber-me assim enche o meu coração e o meu corpo de alegria.
é mentira que confio em pouquíssimas pessoas. confio em muita gente. em graus diferentes, mas são bastantes aqueles que têm a minha confiança.
é verdade que me aturde a idéia de que viver o meu desejo pode conduzir à perda do amor desses em quem confio. se essa idéia tem um lado positivo, seguramente não é o de fazer-me confiar mais.
é mentira que ache que se confio em muita gente, as perdas que advenham, e essas virão, podem ser contrabalançadas. é como pensar que amar a muitos me poupará de sofrer pela perda de um amor verdadeiro.
é verdade que quanto mais confio, mais interdependente me vejo.
e é mais verdadeiro ainda que saber-me assim enche o meu coração e o meu corpo de alegria.
terça-feira, 24 de julho de 2007
microcosmo
confio em pouquíssimas pessoas. me aturde a idéia de que viver o meu desejo pode conduzir à perda do amor desses em quem confio. essa idéia talvez tenha um lado positivo. fazer-me confiar mais. se confio em muita gente, as perdas que advenham, e essas virão, podem ser contrabalançadas. quanto mais confio, mais interdependente sou. e saber-me assim enche o meu coração e o meu corpo de alegria.
segunda-feira, 23 de julho de 2007
pessimismo
o pessimismo que por vezes me assalta é uma forma de não fazer-me responsável pelas minhas escolhas. naquele mundo de fantasia, imagino que meu chefe se zanga comigo, me dá um esporro, eu respondo à altura, resolvo que não há mais clima para continuar trabalhando com ele, e vou viver na Índia por uns tempos. nessa história, sou vítima das circunstâncias, e não há forma de perder o apreço dos demais. o desejo real é mandar os avanços na carreira à merda e zarpar para a Índia para viver por lá. nesse caso, a desgraça anunciada é a forma pela qual consigo viver a liberdade. mas até o meu pessimismo é prudente...
Assinar:
Postagens (Atom)